sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Frutos dignos de arrependimento.


Quando lemos as paginas do relato de Lucas sobre a vida do messias nos deparamos com o ministério de João o batista, que nas margens do rio Jordão chamava as pessoas para o arrependimento.

Este profeta da antiguidade tinha uma audácia em seu modo de agir que nos deixa desconcertados, pois suas palavras não eram doces ou delicadas, mas profundas e ásperas cheias d

e um temor excessivo de Deus, e mesmo assim este homem reunia multidões nas margens deste rio para serem batizadas.

Nas palavras deste profeta vemos expressões fortes como "Raça de víboras” e indagações como “Quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?” e talvez o mais impressionante seja a reação dos ouvintes, que ao ouvirem estas palavras não reagiram de maneira negativa, acusando o profeta, ou criticando seu ministério, mas se interessando pelas palavras de ira e temor proferidas por ele.

Em Lucas 3:11 vemos a multidão ao ouvir as palavras de João perguntar “Que faremos pois?” e nesta frase percebemos o interesse que os ouvintes tinham em saber o caminho para seguir, a forma correta de se ter uma vida voltada para o Criador.

E João neste texto responde dizendo que era necessário que se gerasse frutos dignos de arrependimento, que ele classifica como sendo atitudes praticas que demonstrem que realmente existiu uma mudança palpável dentro do ser humano, e não apenas palavras ou sentimentos que podem ser fruto apenas de um coração cheio de emoção.

João diz de maneira simples para aquela multidão que ter frutos dignos de arrependimento era se importar com o próximo, amar aquele que estava precisando de alguma necessidade.

Ele diz “Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem, e quem tiver alimentos faça da mesma maneira” e não existe algo mais pratico e mais simples de ser entendido do que dizer que devemos se importar com nosso próximo, isto era na visão de João uma forma correta de demonstrar que houve uma mudança no interior do ser humano, pois aquele que ama a Deus deve demonstrar que ama as criaturas de Deus.

Assim sendo devemos buscar gerar frutos dignos de arrependimento, frutos que demonstrem verdadeiramente que nos arrependemos das nossas atitudes erradas, do nosso egoísmo, do nosso egocentrismo, da nossa forma medíocre de ver o mundo ao nosso redor completamente diferente da visão que aprendemos ao ler as histórias contadas nos escritos bíblicos.

Portanto que o soberano Criador nos retire desta visão errada, e nos leve ao centro de sua vontade, gerando em nossas vidas a vontade de gerar frutos dignos de arrependimento.

Eduardo e. da silva

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